Dólar estende os ganhos com o regresso dos receios sobre a inflação
O relatório de inflação do IPC de Janeiro dos EUA confirmou tudo o que a Reserva Federal não queria. Resultados indesejados nos índices principais e subjacentes, e uma sensação clara de que a tendência de desinflação que vimos durante a maior parte de 2023 atingiu uma assíntota, com os aumento de preços a regressarem confortavelmente a uma taxa acima de 4%.
Análise do Mercado de Câmbios
O relatório de inflação do IPC de Janeiro dos EUA confirmou tudo o que a Reserva Federal não queria. Resultados indesejados nos índices principais e subjacentes, e uma sensação clara de que a tendência de desinflação que vimos durante a maior parte de 2023 atingiu uma assíntota, com os aumento de preços a regressarem confortavelmente a uma taxa acima de 4%.Os mercados obrigacionistas caíram acentuadamente em todo o mundo, tal como os activos de risco, mas estes últimos recuperaram a maior parte das suas perdas no fim de semana. O dólar foi a moeda com melhor desempenho a semana passada, com excepção do peso mexicano. Ainda assim a recuperação foi moderada, dadas as notícias sobre a inflação, uma vez que o dólar subiu menos de 1% em relação a todos os seus pares do G10.Esta semana será relativamente calma em termos de notícias macroeconómicas. Não haverá muitos dados de primeira linha até sexta-feira, quando os índices PMI de Fevereiro da atividade empresarial forem divulgados nos EUA, no Reino Unido e na Zona Euro. Além disso, destacamos uma série de discursos da Fed e um discurso importante sobre a inflação, proferido por Schnabel, membro do Conselho de Administração do BCE, a encerrar a semana.De um modo geral, após a desagradável surpresa da semana passada, os investidores vão estar mais cautelosos em relação à divulgação de quaisquer outros números ou indicadores de inflação a nível mundial.
